Blog desenvolvido como uma ferramenta de pesquisa para uma escrita com significado, e conteúdo diverso. O Blog Ler Para Escrever Textos Diversos partiu de uma abordagem de curiosidade por parte da autora.
domingo, 4 de novembro de 2012
Executivo se depara com cena
inusitada
Um executivo importante do ramo de transportes da cidade
de São Paulo, o Sr. Pedro José da Silva se depara com uma cena nunca vista por
ele.
Na manhã do dia 21/10/2012, último sábado, executivo
perde o sono antes do relógio despertar, olha o relógio e resolve se levantar,
no instante que se dirige ao banheiro para escovar os dentes e lavar o rosto, a
campanhia da mansão toca, como ainda é muito cedo e a empregada ainda não
chegou, ele mesmo decide ir até a porta para atendê-la, chegando lá, se depara
com uma cena que nunca viu antes, encontra um homem de aproximadamente 40 anos,
pele clara, caído ao chão, olha ao redor e não vê nada e nem ninguém, chama o
homem, mas o mesmo não responde, é quando o executivo se abaixa para tocar o
indíviduo e sente que o mesmo está sem respiração, pois já está frio e rígido, é
quando percebe que se trata de uma pessoa morta, um cadáver, intrigado, volta
para dentro da casa e vai até o telefone para ligar para a polícia e relata o
acontecido, minutos depois a polícia chega e constata que o cadáver se trata de
um executivo importante do ramo publicitário que estava desaparecido havia 20
dias. É quando começa a investigação para apurar o caso e descobrir o porque
aquele corpo estava ali na porta do Sr. Pedro José da Silva.
Da Redação
Ana Lúcia Garcia de Paula
sábado, 3 de novembro de 2012
Esferas de atividades humanas e os gêneros do discurso | ||||||||
Tudo o que falamos, ouvimos, lemos, escrevemos... Enfim, todo texto
falado ou escrito pertence a um determinado gênero do discurso. Às
vezes, podemos não saber nomear ou ficar em dúvida a respeito do gênero a que um
texto específico pertence, mas ele sempre será configurado por um gênero, ainda
que em processo histórico de constituição.
Pode-se afirmar que todo gênero é constituído por três elementos:
conteúdo temático, forma composicional e estilo.
Todo gênero do discurso está sempre relacionado a uma esfera de atividade
humana que, por sua vez, insere-se em um contexto sócio-histórico e econômico.
Do ponto de vista de sua constituição, pode-se afirmar que todo gênero é
constituído por três elementos: conteúdo temático, forma composicional e estilo.
Segundo Bakhtin, "a utilização da língua efetua-se em forma de enunciados
(orais e escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma ou
doutra esfera da atividade humana. O enunciado reflete as condições específicas
e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático)
e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua –
recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais –, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.
Esses três elementos (conteúdo temático, estilo e construção composicional)
fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e todos eles são marcados pela
especificidade de uma esfera de comunicação. Qualquer enunciado considerado
isoladamente é, claro, individual, mas cada esfera de utilização da língua
elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados , sendo isso que
denominamos gêneros do discursos." (BAKTHIN: 1992:279)
Por exemplo, o gênero "charge" pertence à esfera jornalística, supõe relações
interdiscursivas com as notícias, geralmente, contendo ironias e/ou críticas
relativas aos fatos noticiados, que se espera sejam inferidas pelos leitores, de
quem se busca a adesão em relação à crítica ou aos efeitos pretendidos de humor.
Apresenta conteúdo temático, forma composicional e estilo expostos a seguir.
A linguagem não é algo descolado da vida humana ou das relações sociais, e
também não pode ser considerada apenas como um meio de comunicação entre as
pessoas. Ela fundamenta e/ou atravessa várias atividades que realizamos.
Por sua vez, do ponto de vista contextual, todo gênero do
discurso está relacionado a uma esfera de atividade humana que, por sua vez,
insere-se em um contexto sócio-histórico e econômico mais amplo; e, do ponto de
vista interno, pode-se afirmar que todo gênero é constituído por três
elementos: conteúdo temático, forma composicional e estilo.
Em nossa vida cotidiana, realizamos diversos tipos de atividades e
desempenhamos vários papéis: de pai ou de mãe, de professor ou de aluno, de
produtor ou de consumidor, de eleitor, de espectador/leitor de jornal, de réu ou
de acusador, etc.
Cada um desses papéis está intimamente relacionado com as diferentes esferas
de atividades humanas: familiar, acadêmico-científica, escolar, política,
jornalística, jurídica, literária etc.
Em cada uma dessas esferas há diversos
atores representando diferentes interesses em jogo e, também, diferentes gêneros
do discurso em circulação, por meio dos quais essas atividades se desenvolvem e
as relações se constituem.
Para que esses conceitos fiquem mais claros, volte a assistir à animação e,
em seguida, veja os comentários a respeito dela no quadro:
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Produzindo textos de gêneros de diferentes esferas
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Minhas experiências na Leitura e na Escrita
Foi essa cartilha que alfabetizou a grande maioria das pessoas da minha geração.
Todos sabemos que, para escrever um bom texto precisamos ler bastante, para que em nossa escrita consigamos escrever algo coerente e relevante. Sem a leitura assídua é impossível que consigamos escrever textos interessantes e coerentes.
Minhas experiência leitoras se deram desde minha infância, pois foi lá que tive
acesso a leitura e a escrita. Lembro-me de alguns livros que usei para ser alfabetizada, um deles está postado logo abaixo, que é a Cartilha Caminho Suave de Branca Alves de Lima, cuja autora faleceu não faz muito tempo, ela deve ter se sentido orgulhosa por poder ajudar muitas pessoas a se alfabetizarem através de sua ideia, sua cartilha.
Tive vários professores fantásticos em minha infãncia, desde a pré-escola, mas foi no antigo "primário" que comecei de fato a ler, pequenas histórias e pequenos textos.
Foi no antigo "ginásio" que tive um acesso bem mais amplo com a leitura, a escrita veio bem antes, pois no início da alfabetização só copiávamos da lousa e, dos livros as lições que eram solicitadas.
Quando a leitura chegou de fato me senti uma pessoa muito importante, como o garoto do livro "O menino que aprendeu a Ver" de "Ruth Rocha", me sentia a pessoa mais importante do mundo. E nesse período tive um professor que, toda vez que ele pedia para algum aluno ler e esse aluno errava alguma palavra do texto, o professor fazia que ajoelhasse-mos e rezássemos para o aluno, sendo assim, todos se sentiam envergonhados e nunca mais erravam, estudavam a leitura bastante em casa. Se isso acontecesse hoje, o professor seria visto como um "carrasco" e seria muito questionado pelos pais e por outros professores, mas como aconteceu comigo e com vários outros colegas, nunca ninguém se sentiu ridicularizado e todos agradecem esse professor, por ele ter tido essa postura. Todos seus alunos hoje são pessoas de bem e que, com certeza conseguiram chegar a algum lugar, pois sabemos que hoje temos alunos no Ensino Médio que não sabem ler e o pior, os que leem não compreendem o que leram. Não sei o que é píor, se ser alvo de gargalhadas ou um analfabeto funcional, que temos muitos hoje em dia!!!
Tive vários professores fantásticos em minha infãncia, desde a pré-escola, mas foi no antigo "primário" que comecei de fato a ler, pequenas histórias e pequenos textos.
Foi no antigo "ginásio" que tive um acesso bem mais amplo com a leitura, a escrita veio bem antes, pois no início da alfabetização só copiávamos da lousa e, dos livros as lições que eram solicitadas.
Quando a leitura chegou de fato me senti uma pessoa muito importante, como o garoto do livro "O menino que aprendeu a Ver" de "Ruth Rocha", me sentia a pessoa mais importante do mundo. E nesse período tive um professor que, toda vez que ele pedia para algum aluno ler e esse aluno errava alguma palavra do texto, o professor fazia que ajoelhasse-mos e rezássemos para o aluno, sendo assim, todos se sentiam envergonhados e nunca mais erravam, estudavam a leitura bastante em casa. Se isso acontecesse hoje, o professor seria visto como um "carrasco" e seria muito questionado pelos pais e por outros professores, mas como aconteceu comigo e com vários outros colegas, nunca ninguém se sentiu ridicularizado e todos agradecem esse professor, por ele ter tido essa postura. Todos seus alunos hoje são pessoas de bem e que, com certeza conseguiram chegar a algum lugar, pois sabemos que hoje temos alunos no Ensino Médio que não sabem ler e o pior, os que leem não compreendem o que leram. Não sei o que é píor, se ser alvo de gargalhadas ou um analfabeto funcional, que temos muitos hoje em dia!!!
Foi essa cartilha que alfabetizou a grande maioria das pessoas da minha geração.
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